Depoimento sobre tratamento com EMDR, destacando experiência resolutiva de trauma (fobia de aglomeração), celebração intensa e progresso terapêutico. O relato evidencia alegria, encantamento e transformação emocional, mostrando que cada etapa do reprocessamento fortalece o paciente e inspira o terapeuta. Conclusão marcante: EMDR é vida. Dra Beatriz Yamada (PhD) – Psicoterapeuta.
Daqui para baixo é depoimento.
Sabe um dia de faxina? Aquele em que você mexe em tudo, tira tudo para fora… É assim que me sinto em cada atendimento de EMDR (terapia de reprocessamento de traumas). São como gavetas cheias de histórias vividas, que estão no passado, mas ainda perturbam o meu presente. Uma parte de mim não sabia que algo aparentemente simples, como andar de transporte público, era fonte de desconforto físico e emocional. Era cansativo. Meu corpo ficava estranho, desorganizado… era assim que cada viagem me afetava.
O surpreendente foi que, ao fazer o reprocessamento, surgiu aquilo que eu não queria ver a olhos nus. Por trás das muralhas daquilo que eu negava, apareceu a minha condição de viver com uma ostomia. Mas não foi somente isso. Veio também a dor das fístulas abertas, de difícil tratamento. Um trauma que percorre minha vida. O reprocessamento expôs essas memórias e, ao mesmo tempo, me ensinou caminhos para lidar com elas. Nos atendimentos, aprendo mecanismos como a respiração em quadrado, as “batidinhas da borboleta”, e até a me transportar mentalmente para um lugar de tranquilidade. Um cheiro, uma sensação… tudo isso me ajuda a voltar para o presente e a deixar as lembranças traumáticas no lugar ao qual pertencem: o passado.
A cada quebra dessas amarras, vou me reconectando comigo mesma no presente. É uma escolha de vida — e também uma forma de dar uma nova cara a cada dia. Retomar atividades que me dão prazer foi algo que passei a me permitir. A pintura artística, por exemplo, sempre fez parte de mim. São momentos em que a fluidez da tinta, do pincel e do papel me levam à tranquilidade, diminuindo meu nível de estresse e acalmando minha mente acelerada.
Essa tal liberdade… é como se o meu coração aplaudisse, cheio de orgulho de mim.
Ana Cris.

Parabéns Bia!! Você sempre seria, dedicada e competente!!!
Parabéns!!
Helena, muito obrigada.
De fato, não consigo fazer nada que não faça diferença na vida de alguém.
Sei que você também é desse time – os dedicados.