Seja bem-vindo!
Esta mensagem tem como objetivo auxiliar na comunicação virtual sobre o funcionamento do processo de terapia em nosso serviço. De forma breve e direta, reunimos em perguntas e respostas as dúvidas mais frequentes que costumam surgir. Adiante, também deixamos um pouco mais de conteúdo sobre as abordagens terapêuticas que utilizamos.
A consulta psicológica é o primeiro passo para compreender a demanda e organizar o processo terapêutico. O atendimento na Psyche Sana é conduzido com base nas abordagens terapêuticas EMDR e Psicanálise Winnicottiana.
Perguntas e Respostas sobre o processo terapêutico
1. Duração e formato das sessões: As sessões têm duração de aproximadamente 50 minutos. Podem ser realizadas, presencialmente, em São Paulo, ao lado do metrô Butantã, ou On-line. A frequência é definida conforme cada caso, sendo comum, no início, uma regularidade semanal.
2. Quanto tempo dura a terapia? O tempo de terapia varia de pessoa para pessoa. Não é possível determinar previamente a duração, pois o processo depende da história, das demandas e da evolução individual.
3. A importância do enquadre
Para que a psicoterapia aconteça de forma consistente, alguns aspectos são organizados:
- Dia e horário das sessões
- Frequência
- Forma de pagamento
- Condições para atendimento
Esses elementos fazem parte do cuidado com o processo, trazendo previsibilidade e segurança.
4. A primeira consulta é paga? Sim. A consulta inicial já faz parte do processo terapêutico. Mesmo no primeiro encontro, é possível começar a organizar a experiência emocional e compreender melhor o que está sendo vivido.
5. Pagamentos
- Forma de pagamento: transferência bancária, cheque ou dinheiro.
5. Atendimento de Convênios
- Não há atendimento por convênio.
- Emitimos nota fiscal para que o cliente possa solicitar reembolso junto ao seu seguro.
6. Como iniciar
O início do processo acontece por meio do agendamento da primeira consulta. A partir desse primeiro encontro, é possível compreender a demanda e organizar o acompanhamento de forma adequada.
Para agendamento, acesse o link disponível.
SAIBA MAIS
O que é a consulta psicológica?
A consulta psicológica marca o começo do processo terapêutico. Mais do que uma simples conversa inicial, ela é um espaço de escuta e compreensão, onde começamos a organizar aquilo que está sendo vivido, levando em conta a história e o momento atual de cada pessoa.
O objetivo é entender as queixas que geram sofrimento, dor ou perturbações emocionais — aquelas que comprometem o cotidiano ou dificultam viver de forma mais livre e tranquila. Esse é o ponto de partida para o trabalho terapêutico.
Cada pessoa chega com demandas diferentes. Algumas trazem questões bem definidas sobre o que estão passando; outras chegam em momentos de maior sobrecarga emocional. Há também quem traga apenas sensações difíceis de nomear. A primeira consulta é justamente o espaço para acolher todas essas formas de expressão, sem julgamentos, com atenção e cuidado.
Durante a primeira sessão, o foco está na compreensão da demanda, sendo considerados aspectos como: o que está sendo vivido no momento; quando aquilo começou ou se intensificou e
como isso impacta a vida emocional e cotidiana.
Não se trata de seguir um roteiro rígido, mas de uma escuta clínica que busca sentido e organização. Esse olhar inicial ajuda a construir um espaço seguro, onde cada pessoa pode se reconhecer e começar a elaborar suas experiências.
Os atendimentos são conduzidos com base em duas abordagens psicoterapêuticas: EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) e Psicanálise Winnicottiana. A escolha de como conduzir o processo é feita a partir de cada caso, respeitando a singularidade da pessoa.
A psicanálise Winnicottiana
A abordagem Winnicottiana é uma vertente psicanalítica mais contemporânea que se diferencia de outras escolas tanto em sua teoria quanto em sua técnica clínica. Desenvolvida pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott, essa abordagem traz um olhar centrado no desenvolvimento emocional a partir das primeiras relações de cuidado, especialmente na relação entre o bebê e o ambiente que o acolhe.
Por ter origem na pediatria, sua teoria é profundamente influenciada pela observação direta do início da vida, o que introduz um referencial materno importante na compreensão do desenvolvimento psíquico. Nesse contexto, o ambiente — especialmente aquele que cuida, sustenta e responde às necessidades do indivíduo — tem um papel fundamental na constituição emocional.
Diferentemente de abordagens mais centradas na interpretação, a clínica Winnicottiana valoriza a experiência vivida no encontro terapêutico, oferecendo um espaço seguro onde a pessoa possa se expressar, se reorganizar e desenvolver aspectos ainda não integrados de si mesma. É uma abordagem que dialoga com as problemáticas contemporâneas, como dificuldades nas relações, sentimentos de vazio, insegurança emocional e questões ligadas à identidade e ao senso de si. O processo terapêutico, nesse modelo, acontece de forma gradual, respeitando o tempo e a singularidade de cada pessoa, com foco na construção de um ambiente suficientemente bom para que mudanças internas possam ocorrer.
Entenda a terapia EMDR?
A terapia EMDR, embora distinta em sua técnica, também considera a história de vida e as experiências emocionais como centrais no processo terapêutico, dialogando com contribuições da psicanálise na compreensão do desenvolvimento emocional.
A terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) é uma abordagem psicoterapêutica que facilita evocação e o processamento de memórias e experiências emocionais. Foi desenvolvida por Francine Shapiro e é reconhecida por instituições como a Organização Mundial da Saúde, a American Psychological Association e o Conselho Federal de Psicologia (Brasil).
EMDR: uma terapia estruturada e centrada no paciente
Antes de qualquer reprocessamento, partindo da história de vida e das queixas trazidas, são acessados os recursos internos da pessoa. Para isso, diferentes estratégias são utilizadas com o objetivo de ampliar as experiências positivas.
Esse cuidado é fundamental para que todo o processo seja conduzido com segurança e respeite o ritmo individual. O fortalecimento desses recursos internos garante que o paciente esteja preparado para lidar com memórias difíceis, tornando o trabalho mais consistente e protegido.
Mais do que reprocessar memórias perturbadoras, é essencial ajudar o paciente na construção de um novo aparato mental, com mais positividade e saúde. Isso é possível graças à plasticidade do cérebro, que permite reorganizar experiências e criar novas formas de enfrentamento.
O EMDR é uma terapia como as demais, mas possui uma forma organizada de trabalho. Além do processamento das memórias definidas para serem “descongeladas” com a estimulação bilateral, existem outras fases que envolvem:
- conversas e elaboração clínica
- integração de memórias positivas
- momentos de psicoeducação
Como a terapia é centrada no paciente, as decisões são compartilhadas e construídas em conjunto. Os protocolos podem variar conforme a complexidade do trauma, garantindo que o processo seja ajustado às necessidades individuais.
Essa estrutura organizada não significa rigidez. Pelo contrário, ela oferece segurança e previsibilidade, ao mesmo tempo em que respeita o ritmo de cada pessoa. Assim, o EMDR possibilita que experiências difíceis sejam integradas de maneira mais adaptativa, promovendo alívio e novas formas de lidar com o presente.
Como funciona EMDR
O EMDR parte do entendimento de que experiências não processadas adequadamente podem permanecer “ativas” no sistema emocional e no corpo, influenciando pensamentos, sentimentos e comportamentos no presente — é o que chamamos de “o passado no presente”.
Para realizar esse processamento, são utilizados estímulos bilaterais do cérebro, que podem ser visuais, táteis ou auditivos. Durante a sessão, o paciente mantém o foco no presente, em um ambiente seguro, enquanto acessa memórias do passado. O estímulo bilateral ajuda a evocar e reorganizar essas lembranças congeladas, permitindo que sejam ressignificadas e que deixem de gerar sofrimento.
É importante destacar que não se trata de hipnose. O paciente permanece consciente e ativo no processo, direcionando sua atenção às memórias enquanto recebe os estímulos.
O que acontece com as memórias
Uma vez processadas, as memórias não são apagadas. Elas passam a ser integradas de forma mais adaptativa, ganhando novos significados positivos. Isso permite que experiências difíceis deixem de ser um peso constante e possam ser lembradas sem causar o mesmo impacto emocional.
Estrutura e segurança
Todo o processo é conduzido de modo estruturado e seguro. Os modelos de intervenção são ajustados conforme a gravidade do trauma e a necessidade de cada pessoa. Essa organização garante que o paciente esteja sempre em um ambiente protegido, no qual pode acessar suas memórias sem se sentir sobrecarregado.
A estrutura não significa rigidez: trata-se de oferecer um caminho seguro para que o processamento ocorra de forma gradual, respeitando o ritmo individual. Assim, a terapia EMDR possibilita que experiências difíceis sejam integradas de maneira mais adaptativa, promovendo alívio e novas formas de lidar com o presente.
Para agendamento, acesse o link disponível.
